quinta-feira, 3 de abril de 2008

A P A

Ás vezes só me riscar o teu nome da minha cabeça, acabar com estas fatalidades e contradições, tirar-te do meu pensamento.
Uma vezes, mostras-me umas coisas... Outras vezes mostras-me outras.
É ao sabor do vento que tu levas a minha alma para bem longe. E é quando dizes que me amas e depois me deixas sozinha, que ela se perde... no Longe.
É como simples pedras da calçada.
Umas vezes beijas, outras vezes saltas.
É o que eu sinto, é o que eu vejo, é o que eu olho, é o que eu prendo.
prendo-me em ti.
Em ti cada vez mais.
Não entendo porque é que me tratas de maneiras tão paralelas, às vezes.
A tua arrogância.A maneira como o desprezo às vezes eu sinto... Toca-me.
Não me toco.
Toca-me.
Toca-me mais uma vez e outra, e outra.
O toque o aconchego.
O toque da amargura.
O toque que eu muitas vezes tento negar.
O toque de que eu muitas vezes tento fugir.
Fujo dele como quem foge de um perigo iminente.
Tu és o meu perigo iminente.
O meu medo que faz a minha alma saltar e ressaltar.
É isso.
Saltar e ressaltar.
Não entendo este meu medo que tenho por ti.
Medo VS Segurança.
Sentimentos tão opostos, Mas tão juntos.
Tão pretos, Mas tão brancos.
Tão roxos de morte, Ou tão cor-de-rosa de vida.
Não entendo.
Não entendo.
Não percebo.
Problema meu.
Problema teu.
Problema de todo o Mundo.
palavras sem sentido lançadas...
Lançadas para um Mar.
Para um Mar sem fim, Sem fundo, Sem limite, Sem horizonte.
Oh, Doce Mar Salgado.
Um Mar de poemas.
Um Mar de poetas.
Um mar de palavras.
Um Mar...
Um Mar, um grande Mar.
Fujo dele. Corro.
Fujo dele. Corro de ti.
Fujo para me salvar.
Para não me afogar.
Mas sim, fujo dele.
E voltarei a fugir as vezes que forem precisas, as vezes que forem necessárias para me sentir segura para o enfrentar... Porei de parte todo aquilo que sinto, tudo aquilo que olho, tudo aquilo que vejo, tudo aquilo que eu prendo...
E aí...
Mergulharei nele...
Mergulharei nele...

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