O Mateus tinha razão.
Ele disse-me uma vez que eu tinha muita pressa, que fazia muitos planos. É verdade. Eu faço carradas e carradas de planos e nenhum se concretiza.
Passei 84 dias entre cafés à espera que os meus planos se concretizassem sozinhos -,-.
E esses malditos planos não se referem apenas a Ir para o ginásio, Fazer o F ... Não. Eu tenho muita pressa, quero fazer tudo e acabo por não fazer nada.
Tive pressa e o Mateus disse-me: Com calma. Eu fui com calma e o Mateus depois não me disse nada -,-. Secalhar era mesmo isso!!
Agora? Agora assumo: Mateus, tu tinhas razão xD (Como é que a Carolina te aguenta, GOSH!!)
Exactamente. Calma.
Não estou à espera de nada, e acho que só porcausa disso sou muito menos infeliz.
Não espero nada, não me comprometo com nada.
Assumo o controlo de uma vez por todas. E sabe tão tão bem!!
(YES - chamo-me Sílvia.)
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008
sábado, 30 de agosto de 2008
Carolina e Mateus
Não entendo porque é que tem de ser tudo tão tipicamente correcto.
A Carolina está interessada num rapaz, qual é o mal de ela lhe dizer o que sente?
Perguntaram-se se deviam ser directos ou meterem-se com rodeios. Escolheram a primeira opção… Mas, na realidade, não a cumprem.
A Carolina e o Mateus estão-se a conhecer, andam a trocar mails, falam na net e já trocam mensagens.
Mas a Carolina não entende porque é que as coisas não podem ser ditas exactamente com o são. A Carolina não pode dizer que acha o Mateus LINDO de morrer, que só lhe apetece olhar para ele que, na verdade, não se quer casar com ele, mas que umas curtes já iam. Mas não lhe pode dizer SIMPLESMENTE que umas curtes já iam… Não é tipicamente correcto e era arriscado de mais – ele podia achar-lhe uma atrevida de meia tigela por dizer SIMPLESMENTE a verdade.
Eu sei, as coisas ditas assim parecem ridículas. Mas a Carolina acha que o Mateus não é do género de ter namorada… Nem a Carolina pensa nisso sequer.
Quais são as complicações?
Porque é que todas as relações têm de ter ses.
Pego em exemplos, alimento-me deles. Não tenho eu Amor, tenho que construir eu o Amor.
Falo assim, porque sem ele fica tudo mais difícil, ou tudo mais fácil e menos doloroso. Agora sim, compreendo porque é que as pessoas se escondem por trás de fantasias e histórias irreais. Escondem-se para se protegerem. Para puderem vivê-las sem terem de sofrer.
Acomodam-se atrás de um arbusto mesmo ao pé do sítio onde a acção principal se dá. Assim, têm amor - amor indirecto – e não se magoam, não magoam ninguém e não se preocupam.
É o que eu faço.
Eu alimento-me do amor das outras pessoas. Agora, acho que não preciso dele.
Sou bem capaz de sobreviver com aquilo que tenho. Ou com aquilo que posso vir a ter.
Obrigada Carolina e Mateus *
A Carolina está interessada num rapaz, qual é o mal de ela lhe dizer o que sente?
Perguntaram-se se deviam ser directos ou meterem-se com rodeios. Escolheram a primeira opção… Mas, na realidade, não a cumprem.
A Carolina e o Mateus estão-se a conhecer, andam a trocar mails, falam na net e já trocam mensagens.
Mas a Carolina não entende porque é que as coisas não podem ser ditas exactamente com o são. A Carolina não pode dizer que acha o Mateus LINDO de morrer, que só lhe apetece olhar para ele que, na verdade, não se quer casar com ele, mas que umas curtes já iam. Mas não lhe pode dizer SIMPLESMENTE que umas curtes já iam… Não é tipicamente correcto e era arriscado de mais – ele podia achar-lhe uma atrevida de meia tigela por dizer SIMPLESMENTE a verdade.
Eu sei, as coisas ditas assim parecem ridículas. Mas a Carolina acha que o Mateus não é do género de ter namorada… Nem a Carolina pensa nisso sequer.
Quais são as complicações?
Porque é que todas as relações têm de ter ses.
Pego em exemplos, alimento-me deles. Não tenho eu Amor, tenho que construir eu o Amor.
Falo assim, porque sem ele fica tudo mais difícil, ou tudo mais fácil e menos doloroso. Agora sim, compreendo porque é que as pessoas se escondem por trás de fantasias e histórias irreais. Escondem-se para se protegerem. Para puderem vivê-las sem terem de sofrer.
Acomodam-se atrás de um arbusto mesmo ao pé do sítio onde a acção principal se dá. Assim, têm amor - amor indirecto – e não se magoam, não magoam ninguém e não se preocupam.
É o que eu faço.
Eu alimento-me do amor das outras pessoas. Agora, acho que não preciso dele.
Sou bem capaz de sobreviver com aquilo que tenho. Ou com aquilo que posso vir a ter.
Obrigada Carolina e Mateus *
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