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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Ahn, pois é

Modo de sentir: elouquente.

Queria mudar, renovar, inovar, sair, fugir, gritar, bater com portas, dar socos na parede. Queria pintar-me de transparente, fluir, sonhar, dormir. Queria silêncio, noite, mais gritar, mais silêncio, queria existir, existir longe daqui. Queria arrancar, destruir, arranhar, sujar, cuspir, desfazer, cortar, despedaçar. Queria correr, suar de tanto correr, queria avançar, mudar de capítulo, virar a página, acabar o livro. Queria o mínimo, o máximo, o mínimo dos máximos, o máximo dos mínimos. Queria assustar, queria abrir os olhos, os meus, os de toda a gente. Queria.

Modo de sentir: injustiça.



São vidas.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

2

Estou cansada.
800 Km é muito. Dá para pensar muito. Dá para ter muitos “dramas solitários”.
Não sou infeliz, mas também não sou feliz. Sou o meio - talvez seja mais infeliz porque nunca estou contente com aquilo que tenho. DEFEITO – sou aquilo que muitos infelizes a sério gostariam de ser.
Mas 800 Km é muito e depois com certas músicas à mistura torna tudo MIL vezes pior.
É verdade. Chorei muito hoje.
Chorei por dentro e por fora.
Gosto mais de chorar por fora… As lágrimas correm sozinhas, sem ser preciso fazer rigorosamente nada, eu não me esforço e ninguém se preocupa porque ninguém nota. As lágrimas de dentro são mais dolorosas, inundam-me o coração e quase que me afogam a alma. Tenho de fazer um grande esforço para o coração não explodir.
Ando estranha, ando estranha cá dentro. Sinto-me vazia, – hipoteticamente vazia - sem sentido e sem lógica.


(Um aparte para Ti: Falo de vazios e é logo em ti que tenho de pensar. Tornas o meu Mundo tão cheio, tão alegre. Em ti encontrei a minha escapatória, em ti encontrei o abrigo seguro de que tanta gente fala. Tu tocaste o meu coração, cativaste-o. Tu ajudaste-o sempre, nos caminhos fáceis e nos difíceis. Estiveste sempre aqui, mesmo ao meu lado, mesmo que em continentes separadas. És sim! És a mais importante neste momento. Contigo aprendi a falar do Amor de uma nova maneira. Amor de Amizade. É graças a ti que eu tenho a força que tenho no meu coração. É graças a ti que o vazio não se prolonga – fica hipotético. Contigo, as lágrimas transformam-se em sorrisos. Dás brilho à minha vida. Dás brilho à minha presença só por te ter a meu lado. Sente só: Amo-te.)

Dramas solitários. Eu não descreveria dessa maneira.
Drama é uma palavra muito forte, muito falsa, e tudo aquilo que eu sinto é verdadeiro, é real. Não sinto porque quero – porque se eu quisesse já tinha deixado de sentir isto há muito tempo – sinto porque isto deve ter algum sentido.
Solitários também não. Tenho umas quantas pessoas a meu lado. Essas quantas que me fazem rir, que me fazem retirar-me da concha. Podem não saber que cada sorriso traz uma lágrima, mas aceitam com orgulho todos os sorrisos que lhes dou.
Realidade, fodida minha gente.

Mais uma noite. Mais uma noite em que me farto desta cama. Desta cama que parece não ter fim.
Mais uma noite em que as sombras são minhas companhias e o barulho do silêncio meu inimigo – enlouquece-me.
A minha mente grita-me palavras que não quero ouvir.
Tu não compreendes, tu também não, tu muito menos e tu, também não.
Eu compreendo?
Não. Odeio.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

I have NO name

Tenho sono.
Estou cansada e sinto-me um barril. Comi uma pizza média de barbecue sozinha. São 17.43 e, a esta hora eu já devia ter feito a digestão.

Apetece-me silêncio, mas tenho a música aos altos berros. Não percebo estas tendências paradoxais do ser humano.
Apetecia-me mesmo estar sozinha mas, por outro lado a única coisa que quero fazer é divertir-me.
Não entendo, não da para entender.
Podia tentar ser mais prática e deixar-me de mariquices. Podia deixar de tentar compreender, podia até deixar de escrever.
Mas insisto. Insisto porque gosto imenso de mim e preciso de saber tudo o que passa na minha cabeça.




O tempo não passa. O relógio não anda. Estagnei num campo desconhecido e só me apetece encontrar a saída… Encontrá-la para depois puder lá voltar. Fazer desse campo o meu refúgio sentimental. Os três metros não me chegam… E sim, talvez precise de assentar os pés na Terra e observar o Mundo à minha volta.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Filipa e António

Eu sei que, para diferentes pessoas, existem diferentes pontos de vista. É algo extremamente normal. O que eu não entendo – e acho que deveria existir uma espécie de manual – é como é que uma pessoa se vai adaptando aos diversos tipos de pontos de vista, numa relação.
Não sei se é por eu ter estado com uma pessoa durante quase dois anos e ter-me habituado à sua maneira de pensar, à nossa maneira de reagir, de lidar com os problemas que, agora, olhando para outras relações, certas coisinhas parecem-me simples grãos de areia, sem importância sequer.
Pois é. A verdade é que, ontem à noite, fiquei bastante chocada por saber que namorados se importam que as namoradas lhes leiam as mensagens. Fiquei porque, durante dois anos eu não tive segredos com o meu namorado. Qual será o problema?


Está a Filipa e o António no café “Ali da esquina”, chegam os dois, de mão dada e olhares cheios de cumplicidade que gritam palavras doces de amor, sentam-se lado a lado numa mesa com quatro cadeiras e continuam de mão dada.
A certa altura, o António tira as coisas dos bolsos das calças pois começam a magoá-lo, e pousa a carteira, as chaves de casa, o maço de tabaco, o isqueiro e o telemóvel em cima da mesa.
A Filipa olha para o telemóvel e, quase instintivamente, pega nele.
Mal a Filipa toca no telemóvel, o António pega na faca que tem na meia, e dá-lhe uma facada na mão.
A Filipa olha para ele com olhos de dor e ele calmamente diz:
- Da próxima vez, não mexes no meu telemóvel sem me pedir autorização.


Eu sei, parece uma história ridícula e sem sentido.
Mas não é, eu tenho uma opinião formada sobre relações e acho que, se um casal está junto, está junto para o que der e vier. As coisas, a pouco e pouco, já não são nem minhas nem tuas, nem dele nem dela, começam a ser nossas. Os segredos deixam de existir, assim como a falta de confiança.
Começa-se a criar uma pessoa só. Não, naquele caso, uma Filipa e um António.
A partilha é importante. A partilha das coisas mais simples e banais. É por ai que se começa.
Mas isso… É apenas a minha opinião.

Make Inspiration, Not War

Não entendo… Ultimamente as palavras fogem da minha cabeça para um espaço que, cada vez mais eu tenho a certeza que não existe.
Não percebo esta falta de inspiração… Quando tudo devia sair espectacularmente bonitinho e cheio de sentimento… Não sai nada. Absolutamente nada.
É irritante.
Eu sinto as palavras a passarem pelos meus dedos, a escorregarem pelas minhas mãos e, sempre que sinto esse não agarrar sinto outras quantas coisas feias.
Parece que perdi a capacidade de conjugar as palavras com o coração. Será que se chatearam?
Será que entraram numa guerrinha, numa guerrinha de sentimentos em que o meu coração produz e a cabeça desvia… ou o contrário.
Impossível.
Essas coisas não existem.
Guerras entre cabeças e corações?
Não, a cabeça não tem capacidade de desviar os sentimentos que o coração lhe envia. E se tiver? E se realmente a cabeça tiver essa habilidade? Vou só passar a sentir aquilo que a minha cabeça achar melhor? E o Amor? E a inspiração que eu tanto anseio?
A cabeça não me pode fazer isso.
Jogos psicológicos dentro de mim?
Eu não pedi nada disso.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

(in)tolerância

Eu não sou uma rapariga tolerante.
Não sei pedir desculpa quando acho que tenho razão… Mas também me custa pedir desculpa quando sei que erro… Simplesmente porque me custa admitir que errei. Mas isso sou eu e mais muita boa gente que habita este Mundo.
Mas ao menos sei admitir que tenho esse defeito.
Não sou tolerante com os outros ou, se sou, poderia ser mais.
Mas também, será que a tolerância realmente existe? Ou será que é a intolerância que reina?
Eu acho que é a intolerância.
Ficamos ofendidos e muito magoados um dia inteiro com um simples deslize.
Não há tolerância com os erros.
Eu cá não sou rapariga de suplicar por desculpas… Chamem-me de orgulhosa, mimada, o que quiserem… Mas se as desculpas foram pedidas uma vez, qual é a necessidade de ser pedida outra?
Será que quem não as dá é orgulhoso, ou quem as pede é egocêntrico?
Pois é!
Absurdo ou apenas lógico?

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Cardinal [

Não te posso dizer aquilo que supostamente devias ou não fazer. Pura e simplesmente não posso.
Não é que não me apeteça gritar-te ao ouvido até abrires os olhos e, realmente, veres-me… Mas não o vou fazer.
Vou engolir cada sensação, cada sentimento, cada “talvez amanhã seja um dia melhor” e vou esperar. Esperar que resulte, esperar que surja, esperar que aconteça alguma coisa.
Preciso mesmo daquele tempo de sossego entre mim e outra coisa qualquer que haja dentro de mim.
respira.respira.respira.
Não é absurdo o que sinto, nem sequer é qualquer coisa sem sentido.
Não. Tem lógica, tem sentimento, tem preocupação ou desilusão.
Não quero brincar ao quarto escuro.
Do que eu preciso agora é de luz… Não de escuridão.



PS- é bastante frustrante escrever sabendo que não vais ler… Ou se chegares a ler, que não vais entender.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ready. Set. GO

Falo de trilhos.
Ou não.
Já falei. Já falei de trilhos e de caminhos fáceis.
Falo agora, de novo em trilhos porque os quero mais do que nunca.
Quero caminhos pequeninos, caminhos fáceis.
Estou tão farta de complicações, onde é que andam as facilidades fúteis que eu antes tanto gostava?!!
Belos tempos.
Era muito mais feliz... Ou muito mais fraca... Sei lá.
Não tinha a cabeça cheia de marcas de crostas, não tinha feridas em sangue como ainda hoje tenho (sim, ainda há muita coisa para sarar).
Gostava muito mais do meu coração antes de sentir o fulgor em amar... Batia mais frenéticamente porque , já por si, era apaixonado.
Agora?
Agora nem sei o que escrever porque nem sei o que pensar (ou o que sentir).
Não gosto do meu coração agora.
Parece-me idiota.
Um coração que já foi partido ao meio... É quase a mesma coisa que deixar de ser virgem.
Corações assim mudam a maneira de pensar das pessoas que os transportam.
A sério. Pode parecer ridiculo, mas é verdade.
Eu, por exemplo, tornei-me fria.
Tornei-me fria no que toca ao Amor (ou seja o que for) e, até tenho a ligeira sensação de ter medo de qualquer tipo de relações.
Não fiquei traumatizada, nem nada disso.
Mas magoei-me (eu magoei-me porque fui burra. Nínguem me magoou ), e quando as pessoas se magoam , ficam com medo - eu fico !
Eu não sou forte.
E ás vezes preciso de um tempo só para mim... Ou talvez seja apenas uma tentativa minha de tentar provar a mim própria que consigo tudo sozinha, que aguento tudo sozinha. Mas é verdade.
Eu descobri, pela infinitésima vez que - NÃO ! Não sou capaz. (vivam as tentativas que têm tendência para nos mandar VEZES SEM CONTA ao chão).
Mas eu não me fico.
Nem eu, nem o meu coração.
Sim, fria ou não, não o largo.
SIM! Eu tenho coração (e sentimentos - e essas tretas todas).
Há pouco tempo (e falo para quem estiver a ler - já nem me importo - estou em HISTERIA literária), disseram-me que eu era parecida com uma "bonequinha de porcelana" : Tinha a voz perfeita, o olhar perfeito, o sorriso perfeito, o estilo perfeito, a personalidade perfeita (qerido, não alucines, existem bonecas de porcelana que sairam deficientes : sem braços, sem pernas e até sem cabeça) ... Disse-me que eu era tão tão parecida com uma boneca, que ele até tinha medo de se chegar ao pé de mim... De me cumprimentar, de me falar mas, no entanto, sabia tudo sobre mim... E quando eu digo tudo... digo tudo de uma forma assustadora. Esse, ficou-se. (nunca cheguei a saber o nome dele! SIM, ainda mandam mensagens anónimas :/ Cobardes .)
Mas eu??
Eu não me fico.
Não me vou contentar com um simples trilho.
Não.
Por mais que eu queria a PORCARIA de um trilho... Eu não me vou meter num.
Vou levar com tudo o que vier neste caminho, seja bom seja mau e vou seguir.
Yup, não me vou ficar, não vou ser cobarde e já não sou assim tão fraca.
Os trilhos são desvios da realidade e ainda por cima enganadores
São pecados.
Têm aparência bonita mas só trazem complicações.
Hoje, foi sobre MIM.
Sobre mim!
E COMO SABE BEM FALAR SÓ DE MIM.
Hoje é mais um novo dia.
E todos os dias vão ser novos.
E quando eu tiver a certeza de que já me inovei... Não me vou deixar enganar pela monotonia ou pelo hábito... E vou-me RENOVAR outra vez.
E vou falar de mim outra vez.
Só de mim.
Só de mim e desta coisa que faz Tum Tum aqui dentro.
(Ele disse vezes sem conta que queria saltar e ajudar-me a escrever. Eu disse-Lhe que já me estava a ajudar bastante).



VISTE O QUE EU FIZ?
REVOLTA-TE TAMBÉM.




(asneirinha x$ começada por F)