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quarta-feira, 15 de julho de 2009

E para terminar.



Palavras. Silêncios enquanto ouves outras palavras, que nada te dizem. Depois novas palavras. Os teus lábios... Observo-te, quieta. Sem palavras. Sem deixar sequer que o som do meu silêncio te perturbe. Engulo com a voz o eco do meu coração, que bate mais forte a cada sorriso teu. Os teus lábios... Observo as linhas do teu rosto como um desenho perfeito que não admite correcções. És perfeito. E o mundo inteiro, distraído, parece não se aperceber. Eu sei. Sei-o na tristeza que me invade por entre os teus lábios. Essa tristeza tão imensa que me esmaga o ser. E sinto os meus olhos encherem-se de ti, de ti que nem me reparas a observar-te.








dizem que são SETE. (yuppi)

sábado, 16 de maio de 2009

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Gosto de ti.
Gosto de sentir que sou especial para ti.
Podemos juntar as duas coisas para eu ficar contente?

terça-feira, 14 de abril de 2009

duplas

Mais um papel jogado a chão.
A tentativa de lhe sair o coração pelos dedos falhava mais uma vez. Re-começou a história, recomeçou os contos, as batidas.
“Era uma vez”- tentava. Amachucava e tentava fazer pontaria para o caixote do lixo, não acertava. Raramente acertava.
A cabeça doía-lhe. Estava cheia daqueles pensamentos todos que teimavam em sair. Ela precisa de mais espaço para pensar. Ela precisa de mais espaço…

Corre, menina pequenina. Corre atrás dos teus sonhos, corre atrás do que acreditas – acreditas?. Corre pequenina, tenta apanhar aquele pensamento que voou mais alto. Cuidado não caias. Mantém-te segura.

Que ventania desgraçada! Uma bagunça de papéis amachucados a voarem pelo quarto.
Levantou-se da cadeira e começou a arrumar – o quarto, a sua cabeça ou o seu coração?
Nada. As forças faltaram-lhe – não pode ser sempre forte – deitou-se no chão e desatou a chorar. Mais uma vez.

O teu coração, pequenina, fala. Manda-te mensagens que correm pela estrada de sangue, que apanham os ossos e que te chegam aos olhos. As lágrimas que deitas, menina pequenina, são palavras que o teu coração te diz. É como quando sorris.

Mas só ela ouve o seu coração. E ele grita. Bate frenético, tenta sair do peito. Ela leva as mãos ao coração – aquele que só ela ouve – tenta acalmá-lo. Mais uma vez. Mais uma tentativa. Fecha os olhos, deita a cabeça para trás. Sonha e esboça um leve sorriso que se parece a uma brisa fresca num dia de Verão. Sonha que olham para ela. Sonha o mesmo sonho outra vez, de propósito, só para puder sorrir um pouco mais uma vez. Mais uma vez.

Menina pequenina, com os teus olhos brilhantes vais conquistar mundos e galáxias. Como estrelas. Como estrelas que brilham e piscam ao ritmo do teu coração. Sim, os teus olhos são estrelas que representam o teu coração. E o teu coração é teu, menina pequenina. Ninguém te pode tirar o brilho das tuas estrelas.

E ela vai tentando. Escrever o que lhe grita o seu coração, que só ela ouve.
Mas muitas vezes não consegue. Adormece deitada em cima dos papéis amachucados, com os olhos inchados e o coração acelerado.
Hoje sonhou que era pequenina. Uma menina pequenina.
Um doce.

domingo, 8 de março de 2009

des-titulado

Estas vozes a ecoarem nas paredes, a serem absorvidas pela minha pele, a entrarem no meu coração. Estou farta destas malditas vozes.
É aqui, é aqui que a insegurança ganha asas. Voa, voa.
É sobre mim. É (quase) sempre sobre mim.
Sobre mim, por mim, para mim, comigo.
A imperfeição, em mim, não tem limites. Talvez por eu ser um ser humano. TALVEZ, seja normal eu ter tantas imperfeições.
Mas, com tantas vozes, fazem parecer com que a imperfeição seja terrível, monstrenga, uma coisa Anormal.
Eu.
Canso-me disto.
Os meus olhos cansam-se disto.
As minhas lágrimas fartam-se disto.
A sério.

sábado, 7 de março de 2009

sofoco,

Estas quatro paredes sofocam-me.
O espaço parece que vai diminuindo cada vez mais, até quase tocar. E quando quase toca é horrível.
E é horrível acordar com a sensação de que tudo quase nos toca.
Apavora-me sentir-me assim.
Não toca, mas sente-se o calor, o frio, a sensação que vem antes do toque.
Estas quatro paredes, que na realidade são duas e meio tecto, sofocam-me.
Sofoca-me não sentir o calor de um abrigo. Um refúgio.
Querer fugir, chegar a fugir, e não ter para onde ir. Para um refúgio.
Correr, deixar o mundo a olhar para mim, por correr, apavorada, sem saber para onde ir.
Via-se no reflexo das lágrimas que preenchiam a minha cara que eu não tinha para onde ir.
Deitada no chão. Na relva ainda fresca. Com o barulho do mar calmo. Não me acalmei.
Com os olhos fechados, não parava de sentir as lágrimas a correr. Tentava travar, não dava.
Apavoroso.
Este mundo, este mundo sofoca-me.
Este mundo perde-me. Ou eu perco-me neste mundo.
Ou nos gritos, ou nas lágrimas.
Hoje era capaz de dormir o dia inteiro.
Hoje era capaz de fugir o dia inteiro.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Ahn, pois é

Modo de sentir: elouquente.

Queria mudar, renovar, inovar, sair, fugir, gritar, bater com portas, dar socos na parede. Queria pintar-me de transparente, fluir, sonhar, dormir. Queria silêncio, noite, mais gritar, mais silêncio, queria existir, existir longe daqui. Queria arrancar, destruir, arranhar, sujar, cuspir, desfazer, cortar, despedaçar. Queria correr, suar de tanto correr, queria avançar, mudar de capítulo, virar a página, acabar o livro. Queria o mínimo, o máximo, o mínimo dos máximos, o máximo dos mínimos. Queria assustar, queria abrir os olhos, os meus, os de toda a gente. Queria.

Modo de sentir: injustiça.



São vidas.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Dezembro - Natal - Ano Novo ? WTF ?

Desejos para 2009.


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23.00h
Lamento, não tenho paciência. Sei que vou chorar quando sentir o fogo de artificio a queimar o céu. Sei que vou sentir falta dos que não estão. São coisas que sei de cor, porque são coisas que me acontecem todos os anos. Quer eu queira, quer eu não queira.
Eternamente incompleta. Pelo menos no que toca a esta parte do coração.
Foi assim. Um bom ano, este de 2008.
Mudei muito.
Deixei muita coisa para trás. Talvez até um pouco do meu sorriso brilhante. Mas faz parte. Acho eu. Não posso ter a inocência do olhar que tinha quando era criança... Já não sou criança.
Fico triste quando tu, mãe, me dizes isso. Especialmente quando TU me dizes isso.
E de ti? Rui? Tu, tu, Gugu, tu és o meu pai. O meu pai que vê filmes comigo. O meu pai que me vê crescer. O meu pai que se zanga comigo. O meu pai que me leva a divertir-me. És o pai. O pai que me ajuda a crescer, todos os dias. A toda a hora. O pai que me educa, que me incute valores. E eu orgulho-me pelo pai que és. Meu pai.
Deixei uns quantos fantasmas de lado, Sandra. Deixei uns quantos fantasminhas de lado, deixei. De vez em quando uns quantos voltam para me assombrar, mas acabam por se ir embora. Acho que sou um pouco mais forte, no que toca à minha personalidade.
Deixei berrinhos de lado, o bater as portas também já se foram embora, quase todos. Acho que aprendi que não vale a pena bater com ela, os problemas acabam por passar pelas fissuras e pelo buraco da fechadura.
Sim, as notas. O grande desafio. A faculdade. A rebeldia, o querer ser diferente ou afirmar-me. Foi-se embora. Agora, falta-me confiança, eu sinto isso. Sei que sou uma rapariga muito insegura, quem diria, não é. Por detrás deste descaramento todo, por detrás desta vontade que olhem para mim, eu sou muito muito insegura. Tenho que tratar disso, para o ano.
Hoje, é um dia. Mais um dia.
01:35h
A diferença é que nos dias 31 de Dezembro, eu tiro umas horas para reflectir sobre mim. Para reflectir naquilo que sou, naquilo que mudei, naquilo que aprendi. É no dia 31 e é no dia 21 de Maio. E é todas as noites.
Não me podem censurar, Sandra, por eu não achar piada a esta época do Ano. Cada um tem as suas manias e gostos. Para mim é um gosto. Acho isto uma fantoxada.
E se eu quiser gritar amanhã? E se eu quiser pedir os 12 desejos amanhã? E se eu, amanhã, decidir entrar numa porta com o pé direito à meia-noite? Não vou puder? Não me vão deixar.
Não é passagem de ano, mas é passagem de um dia para o outro. Isso não é importante?
Eu fartei-me de mudar, dia-a-dia. Cada dia representava um novo esforço, uma nova aventura. E custou-me muito, muitas vezes. Não foi por isso que todos os dias abriam uma garrafinha de champanhe por mim.
Choro, choro porque sinto falta de certas pessoas neste dia. Neste dia em que toda a gente festeja, em que toda a gente se enche de alegria, eu choro porque não consigo sentir este dia como a maior parte das pessoas sente. Podia ter ido dançar, mas não fui, não fomos. Ficava mais feliz. Gosto de descarregar o meu stress na dança. Não na bebida. Na dança...
Positividade, neste ano? Houve muita. Mas agora não, neste momento não. Sou suficientemente infeliz para ser feliz.
Esta época de ano atinge-me imenso no coração. Estes dias marcam-me.
Sinceramente, hoje chorei porque comecei a pensar que faltam 5 dias. :/ E depois? E depois, preenche-se um vazio e abre-se outro. E o ano passa assim, e os anos passam assim.. com vazios. Vazios que, quando estou distraida passa despercebido. Mas quando me ponho a pensar neles, corrõem -me.
E ainda não falei de ti. Mas palavras para quê? Um abraço chegaria para complementar este texto. Um simples Amo-te Melhor Amiga. A tua presença foi fundamental. Para ultrapassar os erros, para acompanhar as loucuras, mas dividir as dores de Alma. Para MULTIPLICAR as gargalhadas. A dependência de ti? É gigante. És o que me mantém equilibrada nesta corda bamba.
Sinto-me bem quando falo contigo, Marco. Gosto de falar contigo porque deixas-me sempre com um sorriso na cara. Sinto-me bem quando estou contigo. Gosto de estar contigo porque me deixas confortável, segura de mim. Sinto que contigo posso ser o que eu quiser, tu ajudas-me a concretizar a minha personagem. Agradeço-te por isso, pela paciência, pelos momentos, pelas gargalhadas, pelos mimos.
O maior desafio deste ano, vai ser manter-me como acabei o ano passado. Manter-me e aperfeiçoar-me. limar as arestas de mim. Tornar-me mais forte, mais confiante, mais segura.
Não gosto de ter tanto medo. não gosto de me sentir desconfortável quando me olho ao espelho. O próximo ano vai ser apenas para me limar.
Não sinto diferença nenhuma desde as 23:59h. Apenas mais fome, com mais sono. Tenho mais frio.
Mas por dentro?
Não, por dentro continuo a mesma. A mesma que era ontem.
A passagem de ano, os desejos de 2009, as 12 passas (que me obrigaram a comer), o Natal. Não acredito em nada disso. Talvez me falte fé. Talvez não. Não sei. Não gosto.
Fantoxada. Uma fantoxada Natalicia xD





Bom Ano -,- LOL, que cúmulo...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

fake smiles and stupid lies

Hoje não me apetece.


Talvez uma tarde com a mana venha mesmo a calhar :$